Apps para o teste de nacionalidade: o que cada uma dá
Quem procura uma app para estudar para a prova de cidadania encontra hoje quatro produtos, e descobre depressa que não está a comparar a mesma coisa: dois são sites que se abrem no computador, dois são apps que se instalam no telemóvel, e os números que cada um mostra à entrada — 400, 477, 800 perguntas — medem coisas diferentes.
Esta página põe os quatro lado a lado com o que cada um publica sobre si próprio. Um deles é nosso, e está identificado como tal na tabela e outra vez mais abaixo. Nenhum é oficial, nem pode ser enquanto o regulamento da prova não for publicado — essa pergunta, que é outra, está respondida em site oficial do teste: os três endereços.
- Dois produtos são plataformas web e dois são apps de telemóvel — uma plataforma web precisa sempre de ligação, uma app instalada pode dispensá-la.
- TNIC.pt e Provacidadania.pt são a mesma plataforma, pela declaração de ambos os sites.
- O número de perguntas não diz nada sobre a prova: ninguém sabe ainda quantas ela terá.
- O que vale a pena comparar é o que cada produto dá depois de responder — e isso vê-se na amostra grátis de cada um, não na descrição.
| Produto | Onde funciona | Perguntas | Línguas | Preço |
|---|---|---|---|---|
| Teste de Nacionalidade (a nossa) | iPhone, Android e web | 477 | PT e EN | 20 grátis, depois 19 €, 29 € ou 39 € — pagamento único |
| Teste Nacionalidade Portugal (App Store) | iPhone | 400 | Estudo em PT, com tradução para outras oito | Grátis |
| TNIC.pt | Web | 800 | PT e EN | 49 € — pagamento único |
| Provacidadania.pt | Web | 800 | PT e EN | 49 €, ou 79 € com o CIPLE incluído |
Números lidos nas páginas de cada produto e na ficha da App Store a 18 de setembro de 2026. Preços e contagens mudam sem aviso — confirme na página antes de pagar.
TNIC e Provacidadania são a mesma plataforma
Vale a pena saber antes de escolher entre os dois, porque à primeira vista parecem duas opções. O rodapé do TNIC.pt identifica-o como «membro da rede CivicLearn»; o Provacidadania.pt escreve «powered by CivicLearn» no topo da própria página inicial e remete para o TNIC e para o CIPLEonline nos seus links. São a mesma oferta — 800 perguntas, cinco temas, PT e EN, pagamento único de 49 € — em duas montras.
A diferença real entre elas é o pacote: o Provacidadania vende um conjunto de 79 € que junta a preparação cívica à do exame de língua. Se precisa dos dois, isso é uma decisão de preço; se ainda não sabe se precisa do CIPLE, essa pergunta responde-se antes e de graça em CIPLE ou teste de nacionalidade: qual precisa afinal.
App ou site: a diferença nota-se fora de casa
As duas plataformas web funcionam em qualquer navegador, incluindo o do telemóvel, mas exigem ligação à internet: são páginas que se carregam. Uma app instalada pode guardar o conteúdo no aparelho, e aí muda onde se consegue estudar — no metro, num avião, numa sala de espera sem rede. Se isso lhe importa, é coisa a confirmar na descrição de cada app: no nosso caso são as fichas de estudo que se transferem, e essa é a parte que fica disponível offline.
É uma diferença prática e não uma questão de qualidade. Quem estuda sentado ao computador, uma hora de cada vez, não ganha nada com a app. Quem só tem os vinte minutos da viagem para o trabalho não consegue usar outra coisa.
Porque é que o número de perguntas engana
400, 477 e 800 parecem uma escala onde mais é melhor. Não é, por uma razão simples: ninguém sabe quantas perguntas terá a prova, nem de que forma, porque o regulamento que define o formato ainda não saiu. Todos estes bancos são estimativas construídas a partir dos temas que a lei nomeia — o que está escrito sobre o formato provável está em formato do teste: quantas perguntas esperar.
O que se pode comparar é o que cada pergunta faz depois de respondida. Uma pergunta que devolve «errado» e passa à seguinte ensina pouco; uma que explica porquê, dá o contexto e diz de onde vem a resposta ensina a matéria e deixa verificar a afirmação. Ao escolher, é essa a pergunta a fazer — não quantas são.
O que verificar antes de pagar
Cinco coisas, todas visíveis antes do pagamento, e nenhuma delas exige acreditar em quem vende:
- Há uma amostra grátis a sério? Deve poder responder a perguntas reais sem criar conta nem dar cartão.
- Cada resposta traz explicação? Veja na amostra, não na descrição do produto.
- A explicação diz de onde vem? Uma resposta sobre a Constituição deve poder citar o artigo que a sustenta.
- O que está prometido para o dia em que o regulamento sair — atualização incluída, ou um produto novo a pagar outra vez?
- Quem está por trás? Um nome, um endereço e um email a que se responde; se não encontra nenhum, já sabe algo importante.
O quarto ponto é o que distingue uma compra de um risco. Estes produtos são todos anteriores ao regulamento, e o regulamento vai mudar matéria: o que interessa saber é se quem vendeu se comprometeu a atualizar sem cobrar de novo.
A nossa app, dita por inteiro
Este site é o Teste de Nacionalidade e a app com o mesmo nome é nossa — dizê-lo no meio de uma comparação é o mínimo. O que ela faz: 477 perguntas nos cinco temas, cada uma com explicação, contexto e a fonte na lei; simulação grátis de vinte perguntas sem conta e sem cartão; 44 fichas de estudo com voz em português e em inglês para ouvir offline; cartões de memória; e simulação completa contra o relógio. Está no iPhone e no Android, e o acesso comprado no site abre na app com a mesma conta. Os preços da tabela são os do site; quem compra dentro da app paga o preço da própria loja, que é o que a Apple e a Google cobram por esse degrau.
O que ela não faz, e nenhuma faz: não tem o programa oficial, porque não existe; não é do Governo, da AIMA nem do IRN; e não sabe quantas perguntas terá a prova. O compromisso que assumimos é o quarto ponto da lista acima — quando o regulamento sair, ajustamos o conteúdo no próprio dia, sem cobrar outra vez a quem já comprou.
E enquanto o regulamento não sai
Qualquer destes quatro serve para a parte que não depende do regulamento: a matéria em si. História, cultura, símbolos, direitos e deveres e organização do Estado são os temas que a lei nomeia, e não vão deixar de o ser quando o formato for publicado. O plano de estudo que aproveita esse tempo está em como preparar o teste sem programa oficial, e vale para qualquer ferramenta desta tabela.
