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História de Portugal

7 fichas

Os treze feriados obrigatórios

O Código do Trabalho fixa treze feriados obrigatórios, quatro deles ligados a acontecimentos com data certa da história de Portugal.

  • O artigo 234.º, n.º 1 do Código do Trabalho, na redação da Lei n.º 8/2016, fixa treze feriados obrigatórios.
  • Quatro desses feriados marcam acontecimentos com data certa: 25 de abril, 10 de junho, 5 de outubro e 1 de dezembro.
  • A Lei n.º 23/2012 suprimiu quatro feriados obrigatórios e a Lei n.º 8/2016 repô-los.
  • A Lei n.º 8/2016 nomeia os repostos: Corpo de Deus, Implantação da República a 5 de outubro, Todos-os-Santos a 1 de novembro e Restauração da Independência a 1 de dezembro.
  • Enquanto a supressão vigorou, Portugal teve nove feriados obrigatórios em vez de treze.

Fonte: Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009), artigo 234.º; Lei n.º 8/2016, artigo 1.º

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1143 ou 1179: quando nasceu Portugal

Há duas datas defensáveis para o nascimento de Portugal, e a diferença entre elas está em quem fez o reconhecimento.

  • A data ensinada nas escolas portuguesas é 1143, o Tratado de Zamora, pelo qual Afonso VII de Leão passa a tratar Afonso Henriques por rei.
  • A data com o documento mais sólido é 1179: a bula Manifestis Probatum, de 23 de maio, em que o papa Alexandre III reconhece Afonso Henriques como rei.
  • A mesma bula reconhece Portugal como reino.
  • O original está no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e a reprodução está publicada pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.
  • A diferença está no tipo de reconhecimento: em 1143 reconhece-o um rei vizinho, em 1179 reconhece-o a Santa Sé.

Fonte: Bula Manifestis Probatum (23 de maio de 1179)

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1910 e 1974: as datas que a Constituição nomeia

A Constituição escreve por extenso duas datas da história de Portugal: 5 de outubro de 1910 e 25 de abril de 1974.

  • O artigo 11.º da Constituição define a bandeira como «a adotada pela República instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910».
  • O preâmbulo da Constituição diz que a 25 de abril de 1974 o Movimento das Forças Armadas derrubou o regime fascista.
  • 5 de outubro de 1910 põe fim à monarquia e instaura a República; a lei dos feriados chama-lhe Implantação da República.
  • 25 de abril de 1974 põe fim ao Estado Novo.

Fonte: Constituição da República Portuguesa, artigo 11.º e preâmbulo

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1 de dezembro de 1640: a Restauração da Independência

O feriado de 1 de dezembro tem nome legal, e esse nome diz o que aconteceu em 1640.

  • A Lei n.º 8/2016, que repôs o feriado de 1 de dezembro, chama-lhe Restauração da Independência.
  • Entre 1580 e 1640, a coroa portuguesa esteve na mesma cabeça que a coroa espanhola.
  • O 1 de dezembro de 1640 marca o fim dessa união de coroas e o início da dinastia de Bragança.

Fonte: Lei n.º 8/2016, de 1 de abril, artigo 1.º

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10 de junho: o Dia de Portugal

Um decreto-lei fixa o nome e a data do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, mas não diz o que se comemora.

  • O Decreto-Lei n.º 20-A/2016, de 27 de abril, estabelece que o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas se celebra a 10 de junho.
  • O diploma regula quem organiza as comemorações, mas não diz o que se comemora nesse dia.
  • A ligação a Luís de Camões e à data da sua morte é tradição, não é texto legal.

Fonte: Decreto-Lei n.º 20-A/2016, de 27 de abril

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1976: a Constituição em vigor

A Constituição sob a qual Portugal vive hoje foi aprovada a 2 de abril de 1976, depois da queda do regime em 1974.

  • A fórmula de aprovação diz: «A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa».
  • O texto está publicado pela Assembleia da República.
  • 1974 é o ano em que cai o regime; 1976 é o ano em que é aprovada a Constituição que continua em vigor, já revista várias vezes.

Fonte: Constituição da República Portuguesa

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As cinco datas, por ordem

As datas que a Constituição e a lei dos feriados nomeiam, do nascimento de Portugal à Constituição em vigor.

  • 1143, Tratado de Zamora, e 1179, bula Manifestis Probatum: as duas respostas defensáveis para quando nasceu Portugal.
  • 1640: a 1 de dezembro termina a união das coroas portuguesa e espanhola e começa a dinastia de Bragança.
  • 1910: a 5 de outubro termina a monarquia e instaura-se a República.
  • 1974: a 25 de abril o Movimento das Forças Armadas derruba o Estado Novo.
  • 1976: a 2 de abril a Assembleia Constituinte aprova a Constituição que continua em vigor.

Fonte: Constituição da República Portuguesa, artigo 11.º e preâmbulo; Lei n.º 8/2016, artigo 1.º

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